
Agosto 30, 2009
Agosto 29, 2009
Simon Schubert – dobraduras

Simon Schubert inicia o seu trabalho da forma mais simples que podemos conceber, com uma folha de papel em branco. A partir daí, com um conjunto de dobraduras, vai deixando marcas que se ajustam para formar desenhos que parecem traçados a tinta invisível. O resultado, pela simplicidade dos meios utilizados, é belo e sedutor.
Nascido em 1976 em Colónia, na Alemanha, está ligado às artes desde muito cedo. Fortemente inspirado no Surrealismo e em Samuel Beckett, os trabalhos de Schubert abrangem, sobretudo temas arquitetônicos, situações comuns e objetos do nosso cotidiano. Apesar de utilizar diversos materiais sofisticados em alguns trabalhos, foi com a simplicidade das dobragens de papel que muito da sua obra foi divulgada e conhecida.


Agosto 21, 2009
Carta a Casa Cor Campinas
Carta enviada por Mirian Abicayr
“A chegada da Casa Cor a Campinas, cidade vizinha a Itatiba, onde fica o Spa Ecológico Sete Voltas, e a nobreza de suas propostas, como a recuperação do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salin e as homenagens ao centenário do artista Roberto Burle Marx, me motivaram a prestigiar o evento com a instalação de um espaço desta empresa. Consultas a especialistas levaram à contratação de uma engenheira florestal e arquiteta, além de uma equipe especializada, para a elaboração de um trabalho com o profissionalismo necessário. Uma pesquisa sobre as propostas do evento nos levaram a planejar uma Oca Indígena no ambiente denominado “Spa Ecológico”, para colaborar com o clima de brasilidade da mostra.
Além de custo para a utilização do espaço, contratação dos profissionais, compra de materiais, mão de obra e despesas operacionais, decidi pagar pelo direito de divulgar a marca do spa no ambiente, por acreditar que as metas vão ao encontro de tudo que busca o Sete Voltas: harmonia, bem-estar, beleza e enlevação do espírito. Na hora de arregaçar as mangas e colocar essas ideias e ideais em prática, a paz e o sossego deram lugar ao estresse e à decepção.
As primeiras dificuldades foram de ordem operacional e estética. A Spa Ecológico foi totalmente obstruído pela construção de um muro no espaço vizinho, retirado após insistentes pedidos aos organizadores. A solução encontrada (cerca viva), no entanto, continuou inviabilizando a observação. Sem contar que o canteiro de obras do profissional ao lado impediu a entrada de meus funcionários no espaço. Trabalhadores estes que já estavam prejudicados pela falta de mínima infraestrutura, como fornecimento de eletricidade e água.
O mais grave: os profissionais envolvidos no trabalho conviveram até com a falta de condições sanitárias, pois o local sequer tinha um banheiro (eram obrigados a sair das dependências do parque). Como nem todos têm o pudor a educação para um convívio civilizado, era comum ver operários de outros espaços fazendo suas necessidades perto da Oca, sem o mínimo de cuidado de higiene. A improvisação de um banheiro, já no final dos trabalhos, causou ainda mais constrangimento. Foi instalado num porão, repleto de entulhos e sem uma pia para higienização das mãos, imprescindível num momento que a cidade de Campinas contabiliza algumas mortes ocasionadas pelo vírus Influenza A H1N1 (gripe suína). Outro problema grave: os carrapatos infestam o local, o que pode ser comprovado pala paisagista Claudia Casella, do ambiente Jardim da Capela, que encontrou três deles no corpo. A organização garante que as capivaras que habitam o local estão isoladas e que o perigo de contaminação por febre maculosa está afastado, mas quem se sente tranqüilo em relação a isso, diante de tanta precariedade. É público que Campinas registrou até óbito pela doença causada pelo carrapato estrela, espécie encontrada no parque.
À custa de muito sacrifício, os prazos foram cumpridos. Mas os prejuízos para o empreendimento foram inevitáveis. Para se ter uma idéia, a foto oficial do evento foi feita sem um teste prévio da iluminação, transtorno ocasionado pela falta de eletricidade no local, providenciada de última hora. Com o sacrifício para cumprir os prazos estipulados, era esperado que pelo neste momento houvesse retorno da organização (organização?). Por causa da impossibilidade de testes prévios, a engenheira e arquiteta responsável pela obra foi obrigada a se deslocar de São Paulo a Campinas para acompanhar a captação de imagens. Os horários estipulados, no entanto, não foram cumpridos. O atraso do fotógrafo ocasionou a perda do dia da profissional que assina o espaço e a perda de compromissos profissionais.
O descumprimento, por parte da organização, da obrigação de oferecer uma estrutura mínima impediu a implantação da Oca Indígena tal como foi concebida. Nossa equipe continua se empenhando para conseguir se adaptar à falta de planejamento, principalmente no que se diz respeito à inadequação com o ambiente vizinho. A vinculação no nome do Spa Sete Voltas, já escolhido pela Revista Quatro como o melhor do Brasil, a um local onde foi impedido de usar sua comprovada excelência traz prejuízos irreparáveis.
Ciente da história de sucesso da Casa Cor e o prestígio que desfruta entre profissionais de vários setores, aguardo um contato para os devidos esclarecimentos.”
Mirian Abicayr
Agosto 18, 2009
Agosto 17, 2009
José Canelas em Exposição Coletiva de Fotografia: Entre o Tejo e o Sado

O fotógrafo José Canelas irá expor 14 dos seus trabalhos na exposição colectiva de fotografia intitulada “Entre o Tejo e o Sado”.
A inauguração da exposição realizar-se-á no dia 27 de Agosto de 2009, pelas 17h30, na Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL (Rua Castilho, 233/233A – 1099-004 Lisboa), junto ao Parque Eduardo VII, Lisboa.
Estará aberta ao público todos os dias úteis, das 9h às 19h30, até dia 22 de Setembro de 2009.
Veja a galeria do autor José Canelas aqui.

Agosto 14, 2009
Murais de Carybé ameaçados em NY ganham casa nova em aeroporto de Miami

Em seus quase 30 anos como carregador de bagagem no Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova York, Darren Hoggard passava os dias mais tranquilos observando as cenas nas paredes do terminal da American Airlines.
Em uma parede, pioneiros com chapéus e rostos angulosos, cavalgando na direção da luz do sol do oeste, seguidos por carroças cobertas, tendo como fundo as planícies verdes e marrons. Em outra parede, dezenas de pessoas, fantasiadas de vermelho, azul e amarelo, dançavam e tocavam instrumentos em uma celebração caótica. “Se você ficar olhando por bastante tempo, é possível ir para casa e sonhar a respeito”, disse Haggard, 49 anos.
E então, ao que parecia, as pinturas deixariam de existir, programadas para demolição em 2007 juntamente com o restante do terminal. A notícia atingiu tão duramente Hoggard a ponto de uma passageira lhe perguntar qual era o problema. “Eu estou apenas triste porque na próxima semana tudo isso poderá desaparecer”, ele disse à mulher.
Coincidentemente, Beatrice Esteve, a tal passageira, conhecia o autor dos murais, o argentino naturalizado brasileiro Hector Julio Paride Bernabó, mais conhecido como Carybé. O artista visitava a casa de Beatrice quando ela era criança e bebia uísque com seu pai. Ela prometeu fazer o que pudesse para ajudar Hoggard. E fez. Desde o final de junho, os murais estão adornando as paredes do novo terminal sul do Aeroporto Internacional de Miami, depois de milhões de dólares de gastos no transporte e na restauração.
A longa viagem transcorreu desta forma: Após Beatrice conversar com Hoggard, ela telefonou para seu amigo Gilberto Sá, que também conheceu Carybé e sua família. Sá fazia parte do conselho diretor da construtora Odebrecht, que estava construindo os terminais do Aeroporto Internacional de Miami. Sá, por sua vez, contatou Gilberto Neves, que chefia a operação americana da Odebrecht, com sede em Miami. “Certifique-se de que não será simplesmente jogados no lixo”, Neves lembrou de Sá ter dito.
A American Airlines não queria destruir os murais, mas Neves disse que a companhia aérea não conseguia encontrar um comprador devido à dificuldade de remoção das telas. Quando os trabalhadores tentaram remover os murais das paredes do terminal, as telas começaram a rasgar. “Nós achamos literalmente que apenas as enrolaríamos”, disse Neves.
Mas os murais tinham valor. Carybé venceu um concurso da American Airlines nos anos 50 para pintá-los, superando vários artistas importantes da época. Ele recebeu US$ 60 mil por “Alegria e Festival das Américas” e “Descoberta e Colonização do Oeste”. Ele morreu em 1997.
Para serem removidos os murais, as paredes tiveram que ser recortadas juntamente com eles. Portas tiveram que ser removidas para retirada das 12 placas do terminal, cada uma com cerca de 5 m X 2,5 m. Cada placa pesava três toneladas após ser reforçada com aço para apoio.
O processo de restauração artística também não foi fácil, e todo o procedimento custou à construtora mais de US$ 2 milhões, mais de dez vezes o que Neves estimou originalmente ao conselho, apesar de ele não gostar de discutir o assunto. “Para começar, como atribuir um preço à arte?”, disse Neves.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Agosto 11, 2009
Campinas recebe nova série do “Invenção do Contemporâneo” a partir desta terça-feira

A CPFL Cultura estreia nesta terça-feira (11) em Campinas a programação Invenção do Contemporâneo / Luz na Crise, que posteriormente migra para São Paulo e outras capitais brasileiras. Juntamente com a programação do Café Filosófico CPFL, a nova série discutirá temas da contemporaneidade colocados em evidência pela emergência da crise global. Os encontros serão transmitidos ao vivo no site e alguns darão origem a programas na grade da TV Cultura e demais TVs educativas (programa Invenção do Contemporâneo, às segundas-feiras, após o programa Roda Viva).
Às terças-feiras, o tema será “Política, para que te quero?”, com curadoria de Marco Aurélio Nogueira. Às quintas-feiras, o psicanalista Jorge Forbes conduzirá a série “A Psicanálise do Século XXI – Lacan para desesperados da crise”. Abrindo a programação organizada por Forbes, no dia 13 de agosto, às 19 horas, o psicanalista Joel Birman abordará o tema “Novas subjetivações e o mal estar na contemporaneidade”; na quinta-feira seguinte, dia 20, “Mal-estar na globalização – Lacan e as luzes” será o tema do filósofo francês Alain Grosrichard. Encerrando a série, no dia 27 de agosto, o curador Jorge Forbes falará sobre “Jacques Lacan e a psicaná ;lise do século XXI”.
A CPFL Cultura em Campinas fica na rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera. A programação tem entrada gratuita e por ordem de chegada. O público poderá participar também enviando perguntas antes dos eventos para o e-mail cpflcultura@cpfl.com.br, com o tema do evento no campo “assunto”. As questões serão encaminhadas ao curador e a palestra poderá ser assistida ao vivo em nosso site. Mais informações pelo telefone (19) 3756-8000 ou na programação .
Programação
11 de agosto – 19h
“A política como problema”
Com Marco Aurélio Nogueira
13 de agosto – 19h
“Novas subjetivações e o mal estar na contemporaneidade”
Com Joel Birman
18 de agosto – 19h
“A política como vantagem”
Com Marco Aurélio Nogueira
20 de agosto – 19h
“Mal-estar na globalização – Lacan e as luzes”
Com Alain Grosrichard
25 de agosto – 19h
“O futuro da política”
Com Marco Aurélio Nogueira
27 de agosto – 19h
“Jacques Lacan e a psicanálise do século XXI”
Com Jorge Forbes
SERVIÇO
Todas as apresentações têm entrada gratuita, com distribuição de ingressos no local, uma hora antes do início de cada evento. A CPFL Cultura em Campinas fica na rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632, bairro Chácara Primavera. Mais informações no site www.cpflcultura.com.br ou pelo telefone (19) 3756-8000.
Stefanie Rocknak – Esculturas de Madeira
Impecável o trabalho da artista plática Stefanie Rocknak, uma escultora americana que se inspira em Michelangelo, Dontatello e Bernini. Suas esculturas são bastante detalhadas e realistas, ela cria obras incríveis com madeira.




Agosto 9, 2009
Morre Mario Cravo Neto em Salvador

Morreu na tarde deste domingo o fotógrafo Mario Cravo Neto, 62, em Salvador, na Bahia. Ele estava internado no Hospital Aliança e morreu de câncer de pele, por volta das 17h.
Nascido em 1947 em Salvador (BA), Cravo Neto começou na arte aos 18 anos, desenvolvendo trabalhos em escultura e fotografia. Ele participou de cinco bienais de São Paulo (1971, 1973, 1975, 1977 e 1983), além de inúmeras mostras de fotografia na Europa e nos EUA.
Filho do escultor Mario Cravo Júnior, Neto também colaborou com as revistas “Popular Photography” e “Câmera 35″.
Sua obra é conhecida pelo diálogo com a religiosidade, com os cultos afro-brasileiros e por sua forte ligação com a Bahia. Lançou diversos livros, sendo o mais recente “O Tigre do Dahomey:A Serpente de Whydah”, de 2004.
Veja o vídeo com algumas de suas obras:
Agosto 8, 2009
Salvador Dalí e Walt Disney – Destino
Destino é uma animação iniciada em 1945, por Salvador Dali e o animador da Disney John Hench. Por problema financeiros da empresa, o projeto não pode ser concluído, e durante 58 anos o que se tinha era apenas um segmento de 18 segundos feito por Hench, na esperança que a proposta de execução fosse reavaliada.
Mas em 1999, Roy Edward Disney decidiu retomar a produção de Destino, enquanto trabalhava no filme Fantasia 2000. Produzido por Blake Bloodworth, dirigido por Dominique Monfrey e com um time de 25 animadores, a animação foi concluída em 2003, guiada pelas storyboards de Dali e Hench. Apesar de algumas partes computadorizadas, a maior parte do processo de animação foi tradicional, contendo também o segmento original de 18 segundos – a parte das tartarugas. Enfim, é uma animação genial e não tinha como ser diferente.
Vazou no YouTube uma animação produzida pela dupla Salvador Dalí e Walt Disney. Vale conferir:
Agosto 7, 2009
Reabertura do Bar Inglês do Tênis Clube
O Evento:
“Quinta da Boa Música” reunirá as 3 melhores vozes da MPB e do Soul de Campinas: Tais Reganelli, Henrique Torres e Diego Del Valle acompanhados pela lenda viva da percussão campineira: Ding Dong.

Taís Reganelli e Henrique Torres
Serviço:
“Quinta da Boa Música” – Reabertura do Bar Inglês
13/08 – Quinta-feira
Reabertura do Bar Inglês
Informações: 3721-6896 com Zélia Lessa, no Dep. Social
Agosto 6, 2009
“Libelo Contra a Arte Moderna” – Salvador Dalí

Alguém ousaria criticar Picasso, Rimbaud e Miró? E questionar Le Corbusier, Cézanne e Mondrian? Salvador Dalí (1904-1989) o faz. Em “Libelo Contra a Arte Moderna”, uma das mais polêmicas personalidades do século 20 escreve um panfleto contra os críticos que se curvam às vanguardas e profere algumas verdades à arte moderna. Para esse artista multimídia, que conviveu com Luis Buñuel, Federico García Lorca e outros inovadores, a arte moderna não só engana como também corneia os próprios críticos, promovendo a feiúra generalizada e a hipervalorização da técnica. Escrito e publicado em 1956, na França, Libelo contra a arte moderna é uma leitura atual e provocativa, saída da mente daquele que personificou o movimento surrealista.





