Blog da Gláucia arte, cultura & eventos

Julho 29, 2009

Assine o Manifesto por um Brasil literário e ajude a incentivar a leitura de literatura no Brasil

Arquivado em: Artes, Cultura, Geral, Literatura — Gláucia Felippe @ 10:11 am

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Durante a FLIP Festa Literária Internacional de Paraty2009, o Instituto C&A, a Associação Casa Azul, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Instituto Ecofuturo e o Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) promoveram debate sobre a importância da leitura literária e de políticas de promoção da leitura. Na ocasião, o escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós leu o “Manifesto por um Brasil literário”, de sua autoria. O objetivo deste documento é acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno dessa causa. O manifesto já está circulando pela internet e pode ser assinado no site www.brasilliterario.org.br, que abriga um fórum de discussão, enquetes e notícias com essa temática.

Governo lança projeto Vale-Cultura para incentivar a demanda cultural

Arquivado em: Cultura, Geral — Gláucia Felippe @ 10:01 am

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta última quinta-feira em São Paulo o projeto de Lei Vale-Cultura. Acompanhado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, o governo tem na proposta sua grande aposta para incentivar a demanda cultural e combater as críticas de que se investe muito em produção para um grande público sem acesso a bens culturais.

“Estamos superando o padrão atual em que o aporte de dinheiro é quase que exclusivamente da produção e quase sempre com recursos a fundo perdido. Passaremos aos poucos a estimular o consumo e ver a sustentabilidade em todo o sistema econômico da Cultura”, disse Ferreira durante o lançamento.

O Vale-Cultura é concebido nos moldes de um benefício trabalhista, a grosso modo como um vale alimentação. Com o cartão, os beneficiados poderão dquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais.

O saldo do cartão é de até R$ 50 mensais e as empresas que concederem o benefício poderão deduzir até 1% do imposto devido. O valor do cartão vai levar em conta o orçamento familiar do trabalhador, segundo a proposta. Como um exemplo, trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5).

Segundo estimativas do Ministério da Cultura, o vale pode aumentar em até R$ 600 milhões por mês ou até R$ 7,2 bilhões ao ano o consumo cultural no país.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que apenas 14% da população brasileira vai ao cinema regularmente, 96% não frequenta museus, 93% nunca foi a uma exposição de arte e 78% nunca assistiu a um espetáculo de dança.

Julho 28, 2009

Rembrandt van Rijn – Biografia e Obras

Arquivado em: Artes, Cultura, Geral — Gláucia Felippe @ 11:31 am

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Em 1642, o pintor Rembrandt entregou uma obra que pintara sob encomenda. Era a chamada “A Ronda Noturna” (que, hoje se sabe, não era ronda nem noturna.). O cliente a rejeitou, acusando o artista de “não ter pintado seu retrato”, de ter representado “o cenário de uma ópera bufa” e de ter cobrado um preço “muito alto”. Nos debates que se seguiram, o pintor foi enfim acusado de “pintar só o que queria”. Talvez por isso, Rembrandt tornou-se um dos mais importantes nomes da história da arte ocidental. SuperStock_900-880

 

Embora de família humilde, Rembrandt van Rijn recebeu boa instrução. Freqüentou a Universidade de Leiden, mas em 1620 interrompeu os estudos para dedicar-se à pintura. No ano seguinte, foi aprender as técnicas de Jacob van Swanenburg no ateliê desse pintor.

 
Em 1623, transferiu-se para Amsterdã, tornando-se discípulo de Pieter Lastman. Dois anos depois, pintou seu primeiro quadro conhecido. Voltou para Leiden em 1627, permanecendo quatro anos. Ali, instalou seu primeiro ateliê, iniciando intensa atividade artística. Dessa época datam várias águas-fortes.
Em 1631, estabeleceu-se definitivamente em Amsterdã, obtendo rapidamente grande reconhecimento. No ano seguinte, pintou a famosa “Lição de Anatomia do Dr. Tulp“, que lhe rendeu muitas encomendas de retratos e pinturas sacras.

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Lição de Anatomia
Já famoso, Rembrandt casou em 1634 com Saskia Uylenburgh (com quem teria um filho, Titus). O casal foi morar numa casa confortável no bairro judeu de Amsterdã. O lugar tornou-se centro de reuniões sociais, abrigando um belo acervo de móveis e objetos antigos. Rembrandt passou a ter muitos alunos e muitos clientes ricos.
Saskia morreu em 1642. Três anos depois, Hendryckje Stoffels começou a trabalhar como babá de Titus e foi morar com Rembrandt, tornando-se sua companheira. Em 1654, Rembrandt teve com ela uma filha ilegítima, a quem deu o nome Cornelia. O fato causou grande escândalo.
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Em 1656, após uma série de problemas nos negócios, Rembrandt teve a falência decretada. Dois anos depois, todos os seus bens foram vendidos judicialmente. Num desses leilões, arrematou-se o “Auto-Retrato de Barba Nascente”, hoje no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Em 1660, Titus e Hendryckje abriram uma empresa para comercializar as obras do pintor, evitando o prosseguimento da falência. Em 1663, Rembrandt perdeu a companheira. Mesmo sozinho, continuou executando várias obras, entre elas paisagens e auto-retratos. Pintou também retratos de Titus; num deles (o quadro “São Mateus e o Anjo”, que está no Museu do Louvre), o filho aparece como Mateus.

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Titus morreu em 1668. Rembrandt pintou ainda um último “Auto-Retrato”, uma composição dramática. Rembrandt van Rijn morreu aos 63 anos, na solidão e na miséria.
 

Julho 27, 2009

História da Arte

Arquivado em: Artes, Cultura, Geral, Literatura — Gláucia Felippe @ 10:53 am

História da Arte

 

 

 

 

 

 

 

“A História da Arte” é um dos mais famosos e populares livros sobre arte já publicados. A obra serve de introdução a todo o assunto, apresentando desde as mais antigas pinturas em cavernas até a arte experimental de hoje. Ernst Gombrich é considerado um verdadeiro mestre, que combina o conhecimento e a sabedoria a um talento excepcional para comunicar seu profundo amor pelas obras de arte que descreve. Ele busca trazer alguma ordem compreensível à riqueza de nomes, períodos e estilos que preenchem as páginas do livro. Usa a sua percepção da psicologia das artes visuais para nos fazer ver a história da arte como uma tela contínua e uma mudança de tradições, em que cada obra reflete o passado e aponta para o futuro.

Profissionais de saúde – Treinamento Dra. Marisa Martins Carvalho

Arquivado em: Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 10:49 am

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Julho 22, 2009

Casa Cor Campinas 2009

Arquivado em: Cultura, Design no Blog, Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 10:00 am

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Uma fazenda de cana de açúcar e do café e que, um século depois ganhou um projeto paisagístico assinado por Burle Marx, pertence hoje a um importante empresário que a mantém como espaço para descanso da família como também para receber amigos e clientes especiais. 

Esse é o tema da 1ª edição da Casa Cor Campinas, que acontece entre os dias 28 de agosto e 06 de outubro, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim.

Hospedaria do Café  é calcada na história real da Fazenda Mato Dentro, formada no século XIX – hoje transformada no parque ecológico.

De acordo com a arquiteta e diretora de planejamento da Casa Cor Campinas, Renata Selmi Herrmann o programa é uma projeção do que poderia ter ocorrido com a Fazenda Mato Dentro caso suas terras não abrigassem, atualmente, uma das mais importantes áreas de lazer de Campinas.

 No programa, o proprietário da fazenda, admirador das obras de Burle Marx, é um empresário envolvido com questões de sustentabilidade em sua vida particular e em suas empresas do ramo de café e outros segmentos. Seguindo essa linha, o público poderá ver novas propostas de irrigação e plantações para consumo próprio. Os espaços refletirão o bem-estar com atividades que remetem ao equilíbrio físico, mental e espiritual para combater o estresse da vida moderna., optando por atividades físicas e de lazer ao ar livre como caminhadas e passeios de bicicletas.

A mostra ocupará 11 mil metros quadrados dos 285 hectares do parque. Dois mil e quinhentos metros quadrados serão de área construída ou a construir, um diferencial da mostra. O programa prevê 55 ambientes. Trinta deles ocuparão o pavimento Casarão. O pavimento superior será dividido em três alas: Hóspedes, Convívio e Família. O pavilhão inferior abriga um Museu e escavações da época do engenho e será reservado para a instalação de exposições ambientais e outras. Apenas uma parte desse espaço será destinada para a Loja Casa Cor e a Sala de Imprensa.

 Na Tulha, funcionarão a Sala Multimídia e o Restaurante da Mostra. A área externa terá vinte e três ambientes. No Jardim dos Saraus serão realizados eventos tais como desfiles e apresentações.  A pequena Capela existente no local também será revitalizada sem, no entanto, perder suas características originais.

 O projeto paisagístico do parque, assinado por Burle Marx, será recuperado como forma de homenagear o centenário de seu nascimento. Todos os ambientes da mostra terão, obrigatoriamente, uma referência ao paisagista, além de um exemplo de sustentabilidade – os dois temas propostos pela marca Casa Cor para 2009.  Os jardins da fazenda, por exemplo, serão transformados em verdadeiras galerias a céu aberto, respeitando o conceito da sustentabilidade.

Julho 20, 2009

Show de Adriana Calcanhotto abre mostra de cinema brasileiro no MOMA em NY

Arquivado em: Artes, Cultura, Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 10:05 am

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NOVA YORK – Um show da cantora Adriana Calcanhotto no jardim das esculturas do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) abriu na noite de quinta-feira o festival anual de cinema brasileiro Premiere Brazil. Organizada pelo MoMA, em parceria com o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, a mostra será realizada por 15 dias e prevê uma homenagem aos 50 anos de morte do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos.

Para relembrar o músico, será projetado o filme “O descobrimento do Brasil”, produzido em 1937 por Humberto Mauro, um dos pioneiros do cinema brasileiro. O filme traz uma trilha sonora composta por Villa-Lobos.

A produção poderá parecer primitiva ao público dos Estados Unidos, sobretudo se comparado com os filmes norte-americanos da época, mas mostra grande evolução na filmagem de cenas ao ar livre, como o encontro entre índios e portugueses na praia de Santa Cruz Cabrália.

O festival foi aberto ontem com a exibição do filme “Última Parada 174″, dirigido por Bruno Barreto. Durante os dias do evento, serão projetados oito dos principais documentários do cineasta Eduardo Coutinho.

O cinema brasileiro também terá espaço em Nova York após o Premiere Brazil, já que no dia 2 de agosto começará o Cine Fest Brasil Petrobras, com o tema “sem limites para o cinema brasileiro”, que durante uma semana exibirá uma série de produções nacionais feitas entre 2008 e 2009.

Julho 15, 2009

Donna Casa de Pizza promove exposição de arte impressionista em homenagem ao aniversário de Campinas

Arquivado em: Artes, Cultura, Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 11:05 am

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Retratos de Campinas sob o olhar do artista plástico Elvis da Silva, que desenvolveu a Técnica de Observação no Escuro, estarão expostos de 14 a 24 de julho, com entrada franca

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De 14 a 24 de julho, em homenagem aos 235 da cidade de Campinas, a Donna Casa de Pizza promove a exposição “Um olhar sobre Campinas”, como parte de seu novo projeto “Arte com Pizza”, que trará para a cidade vernissages e lançamentos de obras, unindo cultura à boa gastronomia. As obras retratam cenários e personagens importantes da história campineira, sob a Técnica de Observação no Escuro (TOE). A técnica foi concebida em 2003 e lançada oficialmente em 2007, pelo artista plástico Elvis da Silva, com base nos ensinamentos de Israel Pedrosa, discípulo de Portinari e conhecido como o cientista das cores.

 De acordo com Elvis da Silva, a TOE consiste em ativar ao máximo as células cones, grupo de células que estão localizadas no fundo da retina humana e são responsáveis pela interpretação da cor, por meio da mensuração óptica do pigmento opaco. Ele explica que a cor dos objetos é combinada por três grupos de cones, que captam estímulos e os enviam ao cérebro por meio do nervo óptico. Cada imagem permanece na memória visual por um determinado tempo, até que vá sendo substituída por outra nova, e isso acontece porque algumas cores têm tempo maior que outras. “Por exemplo, os azuis, de modo geral, ficam mais tempo registrados na retina humana que os vermelhos, que são mais fugazes”, explica o artista plástico.

 A TOE é baseada na capacidade que cada cor tem de ficar mais viva diante de sua complementar, ou cor oposta, como o violeta e amarelo esverdeado. “A técnica usa princípios científicos, em que, por meio do equilíbrio óptico, tento usar o máximo da cor e sua complementar, direcionando a pincelada e dando um movimento escondido a olhos desatentos”, conta Silva.

 Mesmo que conhecidos a centenas de anos, os elementos da TOE nunca foram utilizados por artistas plásticos. Segundo a técnica, para melhor visualização das obras, o observador deve ficar em ambiente iluminado e, por outro lado, a obra deve ficar na penumbra, recebendo luz refratada. “Assim os cones do observador são ativados pela luz e, após um tempo de saturação da retina, que deve ser superior a 40 segundos, começam a ocorrer alguns fenômenos ópticos que permitem uma visualização diferente”, acrescenta o desenvolvedor da TOE.

 Segundo relatos, o que se vê por alguns instantes é a cor sendo exaltada. “Já me disseram também que parece haver um movimento escondido nos quadros, e até que a obra parece ter mais luz do que realmente tem”, conclui Elvis da Silva.

 Sobre o artista

 Desde o ano de 1976, aos treze anos, Elvis da Silva já se dedicava a pinturas e desenhos. Aos 14 anos, recebeu a primeira medalha de ouro em um concurso de óleo sobre tela na escola. Começou a pintar em livros de pintura e desenho. Formou-se técnico em desenho artístico e publicitário. Pablo Picasso, Salvador Dali, Claude Oscar Monet e Van Gogh estão entre suas principais influencias.

 Grande parte da sua inspiração veio na década de 1980, quando serviu ao exército e teve a oportunidade de viajar pelo Brasil. Mas as portas para o mundo da arte só se abriram há oito anos, quando se mudou para Campinas e começou a retratar a africanidade, cultura negra, cultura indígena, história do Brasil e de Campinas em aquarela, acrílico e óleo. Ganhou projeção quando, em 2007, fez, na Academia Campinense de Letras, o lançamento mundial da TOE, a Técnica de Observação no Escuro.

 Sobre a Donna Casa de Pizza

 Situada em um dos imóveis mais antigos da rua Maria Monteiro – datado de 1947 -, no coração do Cambuí, em Campinas, a Donna Casa de Pizza oferece a seus clientes um conceito diferenciado de cardápio, o “pizza gourmet”. Além da grande variedade de sabores especiais e exóticos, a casa oferece cinco ambientes elegantes e acolhedores, com decoração rústica, muito verde e um lago com carpas e cascata, caracterizada por peças de antiquário e madeiras antigas, e com capacidade para 300 lugares.

 Serviço

Exposição “Um olhar sobre Campinas”

Data: de 14 a 24 de julho, de terça a domingo, a partir das 20h

Local: Donna Casa de Pizza – Rua Maria Monteiro, n° 974, Cambuí – Campinas/SP

Informações: (19) 3251.1696

Julho 11, 2009

A Arte de Fotografar – António Manuel Pinto Silva

Arquivado em: Artes, Fotografia — Gláucia Felippe @ 3:38 pm

Julho 7, 2009

Grafites se transformam em roteiro turístico em São Paulo

Arquivado em: Artes, Cultura, Geral — Gláucia Felippe @ 10:58 am

Fonte: Folha de S. Paulo

Dégradé, jogos de luz e sombra. A guia turística aponta para as pinturas, chama atenção para assinaturas e técnicas. Não estamos num museu, muito menos vendo quadros. São grafites na avenida Doutor Arnaldo, zona oeste de São Paulo.

Entre buzinas e ônibus barulhentos, o grupo de dez turistas atravessa a pé o bairro de Pinheiros, em direção à Vila Madalena, caçando desenhos com ajuda da guia Yara Amaral, 26, mais conhecida como Yá!, grafiteira há seis anos e ex-aluna de artistas famosos do movimento, como Zezão e Boleta.

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A ideia é sensibilizar o olhar para a cidade”, explica Leandro Herrera, sócio-fundador da Soul Sampa, agência de turismo que organiza passeios temáticos pela cidade e, desde abril, começou a explorar a fama do grafite paulistano, assim como outras duas empresas.

Pelos 5 km de asfalto, surgem trabalhos de artistas mais conhecidos, como Titi Freak e Rui Amaral, além de nomes da nova geração, como Zito, que mistura grafite e fotografia numa obra localizada sob a ponte da r. João Moura. Yara também fala das gangues de pichadores, como os coletivos Vicio e Sustos, e suas filosofias de rua.

Num “grapicho” –mix de grafite e pichação– na rua Cardeal Arcoverde, por exemplo, letras em tons de azul e contornos elaborados fazem mistério sobre o que, afinal, estaria escrito ali. “Às vezes nem a gente entende”, diz Yara sobre o desenho pintado em 2008, provavelmente de forma ilegal.

“Da mesma forma que os intelectuais criam uma linguagem que ninguém entende, eles [grafiteiros, pichadores] criaram a deles. Eles marginalizam quem os marginaliza.”

 

Beco do Batman

Enquanto a turma caminha com suas câmeras fotográficas, Leandro e um colega ficam de olho para ninguém ficar para atrás. O grupo é composto só de mulheres, todas estrangeiras, que moram ou estudam no país. O passeio dura cinco horas, incluindo um workshop de spray ao final e pausas para almoçar e tirar fotos, especialmente na escadaria da rua Cristiano Viana e no Beco do Batman, uma longa viela de paralelepípedos na Vila Madalena, ambos locais tomados pelos grafiteiros desde os anos 80.

Beco do Batman

Do grupo de americanas, argentinas e europeias, todas querem ver osgêmeos, dupla formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, que expõe em galerias de arte mundo afora e é reconhecida pelos desenhos de bonecos amarelos.

 Minhocão

No Minhocão

 

Mas nenhuma delas consegue identificar a assinatura elaborada em amarelo que encontramos pelo caminho, no alto de um muro. O “bomb” -letras sem muitos detalhes, só com contorno e preenchimento– foi feito neste ano pelo coletivo Vidaloka, do qual os dois participam, e, se olhado com calma, quer dizer “osgêmeos”.

Julho 4, 2009

Dia da Pizza no DONNA

Arquivado em: Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 4:40 pm

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Donna Casa de Pizza lança oficialmente novo cardápio em comemoração ao Dia da Pizza, em 10 de julho

Catorze novos sabores, testados e aprovados durante dois meses em noites de degustação, entram em definitivo para o menu da casa, que promove uma noite especial para o dia da redonda

Italiana, com massa fina, grossa, com molho de tomates frescos e recheada com a melhor e mais pura mussarela. Poucos sabem como surgiu este prato, que cada vez mais vem conquistando o paladar de povos no mundo inteiro. No Brasil, a pizza já é uma das primeiras opções na hora de escolher a refeição e atualmente ela é muito mais popular aqui do que na Itália, onde foi criada.

 Segundo números da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), São Paulo é a segunda cidade onde mais se consome pizzas no mundo, perdendo apenas para Nova Iorque. Só na capital existem mais de cinco mil pizzarias, que produzem cerca de 40 mil pizzas por hora, totalizando mais de um 1 milhão de redondas por dia.

 Em comemoração ao Dia da Pizza, celebrado em todo o País no próximo dia 10, a Donna Casa de Pizza, situada em uma das mais importantes ruas do Cambuí, em Campinas, oferece uma programação especial. A partir das 20h, a casa estará recebendo cerca de cem convidados especiais para a última degustação dos novos sabores que foram testados e aprovados nos últimos dois meses. “É uma data muito importante para nós e, portanto, merece ser lembrada por todos que estão envolvidos no setor e, principalmente, pelos apreciadores da pizza. Estamos lançando oficialmente, neste dia, o novo cardápio da Donna, composto por catorze exclusivas receitas gourmet, que possuem diferentes combinações de ingredientes e sabores muito especiais”, explica Fábio Lopes, sócio-proprietário da Donna Casa de Pizza.

 Combinações que deram certo

 Para chegar às novas opções do cardápio, a casa de pizza realizou muitos testes e pesquisas e, durante os dois últimos meses, promoveu uma série de noites de degustação, convidando ao todo mais de setecentos formadores de opinião da cidade para provarem as receitas. “Desde o começo, disponibilizamos os catorze novos sabores para as degustações. Todos eles foram aprovados pelos convidados e estão sendo incluídos em nosso novo cardápio”, acrescenta Fábio.

 Como as mais “assediadas” durante as degustações, a Pizza de Cogumelo, a Polenguinho e a Perla prometem ser as “tentações” da Donna, que ainda preparou algumas sobremesas, em massa de pizza, de encher os olhos. A Pizza de Cogumelo, que reúne Shitaki, Shimegi e Champgnon, é uma das mais exóticas. Já a Pizza Polenguinho é considerada a melhor combinação do cardápio, formada por abobrinha refogada e queijo tipo polenguinho. Por último, a Perla oferece o acentuado sabor do presunto parma, somado com folhas de rúcula e fatias de tomate seco.

Para as novidades doces da casa, as Pizzas de Chocolate de Francesa prometem. A primeira é considerada a grande tentação do cardápio, com uma generosa camada de creme de chocolate Nutella, pedaços de chocolate Diamante Negro por cima e morangos para completar. Já a Francesa é a opção mais cítrica, com abacaxi em pedaço, sorvete de creme e geléia de morangos como cobertura. “Nossas novas pizzas e sobremesas foram cuidadosamente pensadas e testadas para agradar a todos os paladares, aguçando a curiosidade de nossos clientes quanto a algumas combinações especiais. Somente provando para saber porque as receitas estão fazendo tanto sucesso!”, comemora o sócio-proprietário da Donna.

 A origem da pizza

 Como um dos pratos mais tradicionais populares no mundo, a pizza nasceu na cidade de Nápole, na Itália, com o surgimento do pão, perto do ano 1000. O termo ‘picea’ indicava um disco de massa assado com vários ingredientes por cima, muito parecido com a pizza consumida hoje.

Na primeira metade do século 19, a pizza incorporou o tomate e se tornou realmente popular na Itália e no mundo, sendo a mais clássica a Pizza Margherita, que leva mussarela, tomate e manjericão e foi servida em 1889 para a rainha Margherita e o rei Humberto I.

 No Brasil, foi na cidade de São Paulo, no início do século 20, que imigrantes italianos assaram a primeira pizza. O prato se transformou em uma das especialidades da cidade e em um verdadeiro ritual de domingo para os paulistanos. Diferentemente da Itália, onde as pizzarias mais tradicionais abrem das 8h às 23h, em São Paulo as redondas são saboreadas preferencialmente à noite.

 A popularidade da pizza é tanta no Brasil que, mais de um século depois da chegada dos italianos, é impossível saber quantos tipos de pizza existem no País. O prato tornou-se tão popular, que a cidade comemora há 20 anos o Dia da Pizza. A data teve início após a criação, em 1984, de um concurso anual para eleger as 10 melhores receitas de Mussarela e Margherita. O dia da finalíssíma, 10 de julho, foi definido como a data oficial para comemorar a existência da redonda.

 Sobre a Donna Casa de Pizza

Situada em um dos imóveis mais antigos da rua Maria Monteiro, no coração do Cambuí, em Campinas, a Donna Casa de Pizza oferece a seus clientes um conceito diferenciado de cardápio, o “pizza gourmet”. Além da grande variedade de sabores especiais e exóticos, a casa oferece cinco ambientes elegantes e acolhedores, com decoração rústica, caracterizada por peças de antiquário e madeiras antigas, e com capacidade para 300 lugares.

Serviço

Dia da Pizza na Donna Casa de Pizza

Data: 10 de julho, a partir das 20h

Local: Donna Casa de Pizza – Rua Maria Monteiro, n° 974, Cambuí – Campinas/SP

Informações: (19) 3251.1696

Julho 2, 2009

Di Cavalcanti

Arquivado em: Artes, Cultura, Geral — Gláucia Felippe @ 11:19 am

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Pintor brasileiro nascido no Rio de Janeiro em 1897, que apesar da influência cubista e mesmo surrealista, foi um dos mais típicos pintores brasileiros pela temática popular, que inclui o carnaval carioca, mulatas sensuais, paisagens suburbanas e naturezas-mortas com frutas tropicais.

Iniciou sua atividade artística como desenhista (1914) fazendo ilustrações, charges e caricaturas. Teve seu trabalho publicado pela primeira vez em uma revista (1914), mas realmente iniciou a carreira publicando charges políticas na revista Fon-Fon (1916), no mesmo ano em que expôs no Salão dos Humoristas uma série de ilustrações sobre a Balada do Cárcere de Reading, de Oscar Wilde. Começou a pintar (1917) sob influência do art nouveau.

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Realizou sua primeira mostra individual (1917), como desenhista; era então na opinião de Mário de Andrade, o menestrel dos tons velados, e utilizava como meio de expressão predileto o pastel, evocando figuras femininas de angelitude então em voga.

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Transferiu-se (1921) para São Paulo, onde realizou sua primeira exposição de pinturas, com 12 obras nas quais se observa certa persistência de tendências passadas, como o Impressionismo e o Simbolismo, temperadas com algumas pitadas de Expressionismo, e em seguida participou com da Semana de Arte Moderna (1922), recebendo críticas à sua mudança na arte da época. Viajou para Paris (1923), onde se dedicou exclusivamente à pintura e onde sofreu muitas influências no trabalho.

Voltou (1925) com visíveis influências de Picasso e Braque e tomado de admiração pela obra de Ticiano, após passagem pela Itália. Retornando ao Brasil realizou nova mostra e uma exposição individual, onde Mário de Andrade não poupou elogios aos seus trabalhos e à maneira explendida como mostrou o Brasil como ele é. Executou os primeiros painéis modernos do Brasil para o teatro João Caetano, no Rio (1929), e neles deixou as marcas de seu estilo: um cubismo atenuado por curvas barrocas e motivos populares como o carnaval e o samba.

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Voltou a residir em Paris (1935-1940) e, nesse período, pintou várias obras de temática brasileira, como Scène brésilienne (Museu Nacional de Arte Moderna, Paris) e Ciganos (Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro). Na década seguinte atingiu o apogeu de seu talento e se tornou um dos mais notáveis pintores brasileiros gerados pelo modernismo.

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Juntamente com Alfredo Volpi, ganhou o prêmio de melhor pintor nacional da II Bienal de São Paulo (1953), arrebatou o primeiro prêmio da Mostra de Arte Sacra em Trieste (1956) e conquistou a medalha de ouro da II Bienal Interamericana do México (1960). Também executou tapetes, para o palácio da Alvorada, em Brasília, e jóias, para a firma Lucien, no Rio de Janeiro, escreveu dois livros de memórias: Viagem da minha vida (1955) e Reminiscências líricas de um perfeito carioca (1964) e morreu na cidade o Rio de Janeiro.

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Ainda em vida (1971), o Museu de Arte Moderna de São Paulo realizou uma grande retrospectiva de sua obra. Dentre seus diversos álbuns, citem-se Páginas de um álbum de notívago e Realidade brasileira. Há exemplos de sua obra pictórica e gráfica nos principais museus brasileiros, como o Museu Nacional de Belas-Artes e o Museu de Arte de São Paulo, e em instituições estrangeiras, como o Museu de Arte Litúrgica de Roma.

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em1976 – Morre em sua cidade nata, Rio de Janeiro. 

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Julho 1, 2009

Exposição “Cerâmica da Bahia”

Arquivado em: Artes, Cultura, Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 9:24 am

Cerâmica da Bahia [convite]

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