Blog da Gláucia arte, cultura & eventos

Maio 29, 2009

Exposição “Retratos Urbanos” – Elisa Gaivota

Arquivado em: Artes, Cultura, Fotografia, Geral — Gláucia Felippe @ 12:06 pm

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O que é o espaço urbano? Como o carioca vivencia e interage neste espaço?

Esses e outros questionamentos estão presentes na exposição de fotografias: Retratos Urbanos de Elisa Gaivota

 Retratos Urbanos trata de um assunto comum a todos os cariocas: o ambiente urbano com todas as suas riquezas e mazelas sociais. Um trabalho que reúne trinta fotografias feitas em alguns bairros do município do Rio,  mostrando fatos e paisagens que evidenciam o modo urbano de se viver e, principalmente, o jeito carioca de ocupar o espaço da cidade.

 Serviço:
de 01 a 12 de junho no Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (end. Rua Engenheiro Trindade, 229 – Campo Grande)

de 15 a 26 de junho na Fundação Educacional Unificada Campograndense – FEUC (Estrada da Caroba, 685 – Campo Grande)

de 29 de junho a 10 de julho na Lona Cultural Elza Osborne(estrada Rio do A, 220 – Campo Grande)

Horário de visitação: de 9h às 22h.

Realização: Elisa Gaivota (9166-9215) e Bruno Ferrari Comunicações  (3402-3507)

Bazar Annick – Dia dos Namorados

Arquivado em: Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 11:07 am

CONVITE ANNICK BAZAR DIA Namorados 2009

Maio 26, 2009

Artista plástico Arcangelo Ianelli morre, aos 86

Arquivado em: Artes, Cultura, Design no Blog, Geral — Gláucia Felippe @ 7:19 pm

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Ianelli morreu aos 86 anos na manhã desta terça-feira (26) em São Paulo. De acordo com a nota de falecimento divulgada pelo hospital Albert Einstein, o artista plástico morreu às 8h por falência múltipla de órgãos.

O enterro do corpo acontece amanhã quando o cortejo fúnebre chegar cemitério Gethsêmani, na região do bairro do Morumbi. O cortejo deve deixar a Pinacoteca às 10h.

Na década de 1950, Ianelli fez parte do grupo Guanabara, que reunia vários artistas japoneses, entre eles Manabu Mabe (1924-1997), Yoshiya Takaoka (1909-1978) e Tikashi Fukushima (1920-2001).

A abstração apareceu pela primeira vez em sua carreira na década seguinte. Mais tarde, nos anos 70, iniciou a produção de esculturas.

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Foi quando apareceram seus quadrados e os retângulos monocromáticos cujas simplificações se tornariam sua marca registrada.

“Nesse período, por causa de uma intoxicação com tinta a óleo, passei a usar a têmpera a ovo, que me ensinou técnicas de transparência e uniformidade, que uso desde então.”

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Recebeu inúmeros prêmios, participou de diversas exposições na Europa, nos EUA e no Brasil, entre elas, oito bienais de São Paulo.

Suas obras estão em museus no Japão, México, Itália, Canadá e na América Latina, além de constar do acervo das principais instituições brasileiras.

Em 2004, o artista plástico ganhou um livro sobre sua obra: “Ianelli”.

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Maio 24, 2009

Pátio das Flores por Cláudia Casella – Campinas Decor 2009

Arquivado em: Geral — Gláucia Felippe @ 2:48 pm

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Fotos: Júlio Cesar Costa

Segundo a paisagista Cláudia Casella, o espaço foi concebido em uma linha romântica e lúdica, no estilo provençal, que remete à arquitetura da época da construção do prédio. Seu grande destaque é o espelho d’água, que estava enterrado e foi descoberto no início das obras.
Ele foi restaurado e recebeu uma escultura de anjo, do século 19.

É um ambiente ideal para os integrantes da família fictícia (desenvolvida pela Decor) poder  ler um livro ou para reflexão e contemplação.
Para atender a estes quesitos foi criado um caminho de piso cerâmico, rodeado por vegetações, que conduz os visitantes para o espelho d’água e para a pérgola.

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patiodasflores_14Para executar esta ideia foram utilizados principalmente materiais ecologicamente corretos, como: madeira certificada na construção da pérgola, cerâmica nos pisos e luminárias, além de plantas podadas com forma escultural (topiarias).
As vegetações flutuantes (ninpheas) pontuam o espelho d’água, complementando e destacando a arquitetura antiga.

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O principal elemento do projeto do Pátio das Flores é o espelho d’água e chafariz.
Ele aparece no centro do projeto e é cercado por vegetações e iluminação pontuada, formando um conjunto que é o núcleo do projeto.
A passagem pelo pátio das flores nos convida a apreciar o resgate da arquitetura antiga e aproveitar todas as belezas naturais enquanto caminhamos pela mostra.
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Espaço aberto cujo projeto de paisagismo além de valorizar a beleza do entorno da mostra pretende despertar a atenção do visitante, buscando enfatizar o respeito à arquitetura original do prédio.

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Campinas Decor 2009

Data: de 1º de maio a 14 de junho

Local: Instituto Agronômico de Campinas – Av. Barão de Itapura, 1.481, Botafogo, Campinas. Entrada pelo portão localizado na frente do prédio Franz W. Dafert.

Horário: de terça a sexta, das 14h às 22h;

Sábado, domingo e feriados: das 12h30 às 22h;

A bilheteria fecha sempre às 21h.

Ingresso: R$ 22,00 (inteira) e R$ 16,00 (estudantes e idosos). Crianças até 12 anos não pagam.

Serviços: Estacionamento com manobrista, Banca de Revistas, Café, Casa de Chocolate, Wine Bar, Botequim, Restaurante, Brinquedoteca, Biblioteca Infantil, Galeria de Arte, Loja Campinas Decor e Floricultura.

Maio 22, 2009

A Lenda da Rosa – uma das versões

Arquivado em: Cultura, Fotografia, Geral — Gláucia Felippe @ 6:22 pm

Foto: Gláucia Felippe

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Conta a lenda que a Rosa foi criada por Clóris, a deusa grega das flores, a partir de um corpo sem vida de uma ninfa que ela encontrou certo dia em uma clareira no bosque.

Pediu ajuda de Afrodite a deusa do amor,  que deu à flor a beleza.

Dionísio Deus do vinho,  ofereceu seu néctar para lhe proporcionar um perfume doce, e as três graças lhe deram: encanto, esplendor e alegria.

Depois Zéfiro o vento oeste,  afastou as nuvens com seu sopro para que Apolo o Deus Sol,  pudesse brilhar e fazer a planta florecer. Desta forma a rosa nasceu e foi logo coroada   “Rainha    das Flores”.

Bom final de semana

Maio 21, 2009

Pesquisador conclui que mulher é mais inteligente que o homem

Arquivado em: Geral — Gláucia Felippe @ 11:26 am

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Depois de analisar 137 mil notas tiradas durante um semestre por 22 mil alunos de 30 cursos superiores de uma universidade privada carioca, o pesquisador José Abrantes, concluiu que as mulheres são mais inteligentes do que os homens. Na média, as notas delas foram 3% superiores às deles. Na análise, por disciplina, de 12 tipos de inteligência, elas mostraram melhores resultados em nove e eles em três. Os homens são mais hábeis usando as inteligências matemática-lógica, visoespacial e cinestésico-corporal. Já as mulheres na pictórica, ultrapessoal, interpessoal, naturalista, existencial, musical, social, linguística e emocional. Segundo Abrantes, os homens demonstraram maior compreensão matemática, mais capacidade para entender mapas e se localizar no espaço, além de se saírem melhor na inteligência corporal e nas atividades que necessitam de força. Já as mulheres apresentaram mais facilidade de se expressar pela escrita e pela fala, maior entendimento de questões filosóficas, habilidade para desenhar, para a música e para usar os conhecimentos no meio ambiente. Elas ainda levaram vantagem na inteligência emocional, no autoconhecimento, na capacidade de se relacionar com os outros e de equilibrar competição e qualidade de vida. Abrantes, que conduziu o levantamento no Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), de Bonsucesso, subúrbio do Rio, também dá aulas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e se baseou principalmente na Teoria das Inteligências Múltiplas, do neurologista americano Howard Gardner. Ele questiona a tradicional visão da inteligência que enfatiza apenas as habilidades linguística e lógico-matemática. E define inteligência como a habilidade para resolver problemas. Para o neurologista americano, a inteligência também pode ser linguística, musical, lógico-matemática, espacial, cinestésica, interpessoal e intrapessoal.

As informações são do Jornal da Tarde.

Maio 19, 2009

Designers brasileiros expõem e vendem criações em loja do MoMa em NY

Arquivado em: Artes, Cultura, Design no Blog — Gláucia Felippe @ 12:12 pm

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Uma visão americana do estilo de vida brasileiro está exposta na loja do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA. A mostra “Destination: Brazil” reúne mais de 75 produtos criados por designers brasileiros. Os objetos estão à venda e também podem ser comprados pelo site da loja do museu (www.momastore.org). Alguns são vendidos no Brasil.

A seleção da mostra foi feita por uma comissão de diretores do MoMA, que visitou feiras de design e showrooms no Brasil.

 

Marco Pulchério, dono do showroom de design Marco 500, de São Paulo, auxiliou na curadoria. Algumas peças precisaram de adaptações para atender o mercado americano. “Havia vasos muito grandes, então recomendamos que o designer fizesse uma versão menor. As casas lá não são tão amplas”, diz Pulchério.

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A seleção do MoMA inclui uma bolsa com a bandeira do Brasil, mas símbolos nacionais e artesanato não predominaram. “A comissão se encantou com a cerâmica, com as peças de resina e com a mistura de materiais”, diz Pulchério.

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O estilo de vida brasileiro surge em citações discretas de trabalhos manuais, como no brinco Colmeia, de Camila Sarpi, com bordado sobre o metal. O banco Bate-Papo, de Flávia Pagotti, é inspirado nos tradicionais móveis caipiras cujos assentos são próximos do chão. O copo “americano” Nadir Figueiredo está lá também, por US$ 3 a unidade.

Divulgado cartaz promocional do filme “Os Mercenários”,

Arquivado em: Geral — Gláucia Felippe @ 4:37 am

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Maio 17, 2009

Campinas fica fora da Virada Cultural

Arquivado em: Artes, Cultura, Eventos, Música — Gláucia Felippe @ 5:41 am

 

A Secretaria Municipal de Cultura confirmou que Campinas está fora da Virada Cultural Paulista deste ano. A assessoria de imprensa da prefeitura apontou a crise econômica como um dos principais fatores para a não participação no evento, que promoverá shows e programas culturais gratuitos em outras 19 cidades paulistas.

Segundo a assessoria, a prefeitura não tem recursos para a Virada neste ano pois o município já investiu em outras atividades culturais e citou entre elas o carnaval e o Festival Internacional de Leitura, ressaltando também um investimento de R$ 1 milhão em 96 projetos do FICC – cerca de 70% das apresentações também acontecem gratuitamente de junho a setembro deste ano. Foi informado ainda que não haveria tempo para autorizar as licitações necessárias para a realização da Virada.

Já a Secretaria do Estado de Cultura confirmou que, apesar de Campinas ter participado das outras duas edições, o município não participaria do evento em 2009. A secretaria estadual ressaltou a participação de outras cidades da região, como Santa Bárbara D’Oeste, e explicou que um dos critérios para a escolha das cidades era haver interesse do município em sediar as apresentações. A assessoria de imprensa da secretaria municipal negou não haver interesse, mas alegou que “há muitos eventos culturais e esse não dá para fazer”.

De acordo com o coordenador da unidade de fomento e produção cultural da Secretaria do Estado de Cultura, André Sturm, a administração campineira comunicou sua saída da Virada Cultural no final de março, alegando que não tinham possibilidade de participar. “Uma programação enorme estava prevista (para Campinas), coisa de 30 espetáculos, como foi no ano passado”, disse Sturm. Segundo ele, praticamente todas apresentações foram transferidas para Mogi Guaçu. A cidade já havia manifestado interesse em participar, mas não havia sido incluída anteriormente no evento, pois a organização estava repetindo os municípios do ano passado.

Quem foi na Virada Cultural Paulista nos anos anteriores, lamenta a exclusão da cidade na programação. O publicitário Fabio Chaves, de 26 anos, participou do evento em 2008 e reclama da decisão da administração municipal. “É com surpresa que recebi a desagradável notícia de que Campinas não terá Virada Cultural este ano. Na contramão do desenvolvimento social, a minha cidade assume uma postura displicente com seus cidadãos. A Virada não deveria faltar num pólo cultural jovem como a RMC. Sinto uma vergonha envolvida em decepção. Como músico e comunicador, devo admitir a perda principalmente aos jovens, que deixarão de conhecer de perto muita gente bacana da arte”, lamenta.

Já a cantora e bailarina Natália Lourenço conferiu as duas primeiras edições da Virada Cultural na capital e, neste ano, pretendia ir em Campinas. Quando soube que nenhum dos shows aconteceria no município, ficou desapontada. “Acho a Virada um evento de extrema importância, que permite as pessoas de se aproximar e ter o mesmo acesso, da mesma qualidade, diante a cultura”, disse a jovem de 20 anos, que acredita que a cidade deveria ter dado continuidade à sua participação na Virada Cultural.

A programação completa do evento nas outras cidades do interior paulista será divulgada nesta quarta-feira (6). No entanto, já foram confirmados os shows de artistas como Sepultura, Marcelo D2, Jorge Ben Jor, Lenine, Ratos de Porão, Moraes Moreira, Leci Brandão, Ultraje a Rigor, Pitty, CPM22, Monobloco, Lobão, Cachorro Grande, Almir Sater, Dona Ivone Lara e Cordel do Fogo Encantado. A Virada Cultural Paulista acontece nos dias 16 e 17 de maio.

Maio 14, 2009

Exposição Fernando Fragoso na Casa do Lago

Arquivado em: Artes, Cultura, Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 1:54 pm

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Vitor Moreno no Tênis Clube

Arquivado em: Eventos, Geral, Música — Gláucia Felippe @ 1:36 pm

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O cantor, compositor, violonista e guitarrista Vitor Moreno se apresenta nesta sexta-feira, 15, no lounge da piscina do Tênis Clube de Campinas, com versões de sucessos do Rock N´Roll Clássico e Moderno, do POP e da BlackMusic, passando pela MPB e pelo Reggae.Apresentação caracterizada por : Violão, Voz e Percussão. Repertório marcado por Artistas dos anos 70 ao Contemporâneo: Cássia Eller, TIM Maia, Gilberto Gil, Pink Floyd, Whitesnake, Lenny Kravitz…
Sua característica principal é o Ecletismo Musical : Repertório bem popular, de músicas famosas adequadas para um happy hour. Da Mpb mais corriqueira, mas harmoniosa, com pitadas de groove e soul music até o rock mais intenso, baladas românticas… Músicas Nacionais e Internacionais.

Maio 12, 2009

O livro das sete mulheres do Grupo Antropoantro na Galeria

Arquivado em: Artes, Cultura, Eventos, Geral, Literatura — Gláucia Felippe @ 4:06 pm

 antropoantro_frenteFonte: Portal da UNICAMP

Fotos: 

Antônio Scarpinetti  Edição das imagens: Everaldo Silva

Tina, Beth, Inês, Lalau, Olívia, Silvia e Vane: uma história que deu certo

O que há no interior do livro do artista? Anotações, percepções, desenhos, conceitos, esboços ou a própria obra de arte? Silvia Mattos, Beth Schneider, Inês Fernandez, Lalau Mayrink, Olivia Niemeyer, Tina Gonçalez e Vane Barini abrem os livros e sanam a curiosidade dos visitantes ao colocar este pequeno-grande objeto, vital à criação de muitos artistas, como centro da exposição inaugurada quinta-feira (7), na Galeria de Arte Unicamp. “Livro-imagem/imagem-livro” exprime a peculiaridade de cada uma das artistas do Grupo Antropoantro, criado em 2000 no Ateliê Silvia Mattos.

O livro está presente tanto nas obras individuais quanto na obra “Era uma vez uma história que deu certo”, instalação em canto de parede na qual fotos, desenhos, pinturas e serigrafias contribuem para contar a história de um boneco de plástico com a qual o Antropoantro percorreu os lugares mais inusitados, entre eles o interior de um ônibus urbano. “As pessoas interagiram com a instalação, com o grupo. Ater o motorista gostou porque foi uma intervenção na rotina dele”, explica Silvia.

O livro azul de Tina Gonçalez “Azul” não é só a cor escolhida por Tina Gonçalez para compor a exposição. É o nome de uma obra que pode transmitir uma diversidade de sentimentos. Com a vantagem de poder ser tocada – aliás, todas as peças permitem isso –, o visitante escolhe seu melhor azul: o das geleiras que exprimem a beleza da natureza ou o da paisagem modificada pelo homem. “Azul” é um livro de artista ou um livro artístico composto de uma bela capa, título, subtítulo e um conteúdo surpreendente. Para entender, é preciso visitar, tocar e manipular. “Trabalho com cores primárias (azul, amarelo e vermelho), mas escolhi o azul por ter a ver com o meu momento e o momento da exposição”, diz Tina.

A cera que cobre o texto bíblico pode exprimir o exagero da devoção; o alinhavo da Constituição Federal de 1913 pode significar a necessidade de revisão do livro; as cores que cobrem as fotos em preto-e-branco do livro de arte do início do século 20 permitem refletir sobre a resistência em colorir pinturas na época. Mas são respostas que estão no íntimo de Beth Schneider. Ousadia? “É minha marca. É uma forma de mostrar que precisamos repensar certos conceitos”, responde a artista.

Obra de Beth Schneider: alguns conceitos precisam ser revistos “Livro Não-lugar” e “Livro Não-água”, obras de Silvia Mattos, são um conjunto de obras que surgiram de duas grandes instalações de 30 x 350 centímetros, em plástico. O resultado é uma sequência de fotos reveladas em transparência forradas em tom prata ou dourado.

Inês Fernandez sempre teve inclinação para a arte, mas o destino a levou para a formação em letras. E são as letras e as imagens de jornais que compõem e obra “Inventário do cotidiano”, um conjunto de 33 livros encadernados no qual a paginação é reinventada de acordo com a inspiração da artista. Publicações da década de 1070 até os dias atuais ajudam a dar forma às encadernações no formato 43×30 e 32×22.

A aposentadoria do Departamento de Lingüística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp levou Lalau ao Ateliê Silvia Matos, em 1992. Em 2000, a ex-professora e agora artista plástica topou o desafio de criar o Antropoantro. O desenho faz parte de seu dia-a-dia, o que a ajudou a compor a obra “Mafagafos”. “Meu livro é composto a todo momento, aos poucos, em salas de esperam reuniões…”, diz Lalau.

A vontade de transformar a própria arte move o livro de Vane Barini, que tira as imagens mais surpreendentes de suas próprias fotografias. “Na arquitetura sempre como objeto o indivíduo. De uma multidão registrada em fotos eu particularizo o homem”, explica Vane. Enquanto a transformação move o livro de Vane, Olívia Niemeyer dá movimento a suas imagens estáticas no vídeo “O animal que logo sou”, inspirado no livro do filósofo Jacques Derrida do qual ela empresta o título da obra.

É desse conjunto de idéias que o Antropoantro escreve um só livro a partir do livro de artista de cada uma dessas sete mulheres. “Aqui uma opina sobre o trabalho da outra, sem problemas”, diz Silvia.

Saiba mais sobre as artistas clicando aqui

Grande Festa de 96 Anos do Tenis Clube

Arquivado em: Eventos, Geral — Gláucia Felippe @ 2:19 pm

Está tudo pronto para a grande festa de 96 anos do Tênis Clube de Campinas, que acontece dia 23 de maio, no salão social, a partir das 21h. A decoração é de Paulo Sândalo, buffet Bassi e animação da Banda Acrópolis. Nessa mesma noite será escolhida a Glamour Girl 2009, tendo como candidatas as associadas  Luana Maia Tomé, de 13 anos e Paola Andrighetto Montenegro, de 14 anos.

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 Serviço:

Dia: 23 DE MAIO
Horário: 21 HORAS
Música: BANDA ACRÓPOLIS
Buffet: CARLOS BASSI
Decoração: PAULO SÂNDALO
Traje: SOCIAL

Maio 5, 2009

Mulheres no Planeta – Exposição de Fotografia na OCA

Arquivado em: Artes, Cultura, Fotografia, Geral — Gláucia Felippe @ 5:49 pm

Fonte: O Estado de São Paulo

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Ele é um campeão. Um desbravador dos sete mares. Um quase francês para quem navegar é preciso, mas nem só: pintar também é preciso. Para Titouan Lamazou, um dos nomes do Ano da França no Brasil, não há diferença entre ser artista ou navegador. Em 1990, ele virou celebridade na França ao receber o título de campeão mundial por uma viagem ao redor do mundo, feita sozinho, em barco a vela – antes disso, já havia realizado outras viagens, duas delas com passagens pelo Rio. Aos 17 anos, ele, de família francesa, mas nascido em Casablanca, no Marrocos, largou seus estudos, inclusive o de Belas Artes em Marselha, para viajar pelo mundo, sempre levando consigo os aparatos de artista. 

Nas pinturas ‘Mulheres do Planeta’ pintou basicamente desde o primeiro impulso, Lamazou levou em consideração, como diz, uma citação de Delacroix, a de que “o artista deve usar as ferramentas de sua época”. Assim, começou a não fazer distinção entre os meios artísticos: pintura, desenho, fotografia e vídeo são utilizados por ele de maneira natural e concomitante. Durante anos, Lamazou se dedicou a tema único: retratar mulheres de todo o mundo, de diferentes raças, classes sociais, idades, etnias e culturas, numa espécie de estetização do trabalho jornalístico e antropológico.

Femmes du Monde (Mulheres do Mundo), que Lamazou iniciou em 2001, é grandioso, cheio de números: até 2007, o artista percorreu 15 regiões do planeta; retratou 230 mulheres, o que lhe rendeu 15 mil obras entre desenhos, pinturas, fotografias e vídeos; usou 5 milhões nas viagens; realizou mostra no Museu da Humanidade de Paris, vista por 230 mil visitantes; vendeu, até hoje, 140 mil exemplares de duas edições em livro.

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Agora, Femmes du Monde chega ao Brasil. Entre 11 de maio e 11 de julho, uma grande exposição, intitulada Mulheres do Planeta, ocupará toda a Oca, no Ibirapuera. Como parte da programação do Ano da França no Brasil, que será oficialmente inaugurado no dia 21 de abril (veja destaques do primeiro mês no quadro abaixo), a mostra de Lamazou, orçada em R$ 2 milhões, apresentará uma seleção de retratos (em fotografias, pinturas, desenhos e vídeos) e depoimentos (pelas palavras das mulheres, recolhidas por meio de questionário, e de textos do artista).

 

 

 

 

 

O projeto também inclui a itinerância da exposição por outros lugares do País. O Brasil tem destaque em seu trabalho: das 230 mulheres retratadas, 19 são brasileiras. O viajante, aliás, quer fazer uma longa parada no Brasil: pretende se dedicar a um projeto a partir da obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

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Em 1998, Lamazou conheceu na ilha de Bali, na Indonésia, a princesa Dayu, descendente de alta casta. “Ela não era apenas bonita, mas uma princesa na única ilha hinduísta da Indonésia. Muito religiosa, ia durante o dia às cerimônias e à noite era apenas uma garçonete no Planet Hollywood”, conta. “Gostei da dualidade dessa mulher, tão tradicional e tão moderna, e foi então que comecei a pensar em fazer retratos de pessoas como ela, retratos de mulheres para mostrar o que elas são além do que parecem ser”, continua o artista. Dayu, ponto de partida do projeto, só foi realmente retratada em 2003.

 

 

 

 

 

 

 

Os retratos são bem diversos. As mulheres, que “são o próprio mundo”, como diz Lamazou, são identificadas apenas pelo primeiro nome e localidade. Sem hierarquias e diferenças, elas são colocadas na mesma linha – uma prostituta, uma refugiada, uma guerrilheira, uma afegã mulher de um comandante do Taleban, a atriz e comediante Dercy Gonçalves, uma bailarina, uma mutilada de Djibouti, na África, e até Lucy, apenas um esqueleto da Etiópia, com 3 milhões de anos, que tem esse nome “porque seu descobridor ouvia na época a música Lucy in the Sky with Diamonds, dos Beatles”.

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  Ao mesmo tempo, Lamazou também criou uma ONG, Lysastrata, para ajudar mulheres de todo o mundo. “Para os problemas que têm, sei que não precisam de fotos, mas de dinheiro”, diz.

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