Blog da Gláucia arte, cultura & eventos

Outubro 27, 2008

A “Bienal do Vazio” sofre ataque de pichadores no dia da abertura

Arquivado em: Eventos — Gláucia Felippe @ 9:05 pm

 

Ontem por volta das 17:30 na 28.ª Bienal de São Paulo, um grupo formado por cerca de 40 pichadores invadiu o pavilhão no Parque do Ibirapuera e pichou parte de seu segundo andar, durante o visitação. Nesta edição da mostra, o segundo piso do prédio foi mantido propositalmente vazio e  ganhou o apelido de Bienal do Vazio.

 

Os pichadores aproveitaram-se desse fato para no local fazer seu protesto, preenchendo as paredes com frases do tipo: “Isso que é arte.” “Abaixa a ditatura.” “Fora Serra.” Além dos nomes das gangues, como eles mesmo se denominam, Susto, 4 e Secretos.

 É estarrecedor nos dias de hoje nos depararmos com situações como esta, em que depredação virou sinonimo de arte!!! Nem aqui nem em lugar algum a pichação pode ser considerada arte ou cultura!! É nada mais do que “IGNORANCIA”, falta de amor aos bens próprios e alheios e que caracterizar com mensagens que nem sabem o que estão reinvindicando…

É um desrespeito à sociedade, ao que é correto, às pessoas de bem em detrimento da mera vaidade delinquente que reina na cabeça destes individuos que são tão marginais quanto aqueles que roubam, molestam, matam e o poder público nada faz contra eles. delinquencia destes “pseudo artistas”!

 

Se o que a Bienal expôs (ou deixou de expor)  nesta edição denominada hoje como a “Bienal do Vazio”, se isso é arte ou não, isso é assunto para uma outra hora, mas atitudes como essas são inaceitáveis e não contribuem em nada para a cultura do nosso país.

28ª Bienal de São Paulo – “A Arte do Vazio”

Arquivado em: Eventos — Gláucia Felippe @ 5:20 pm

 

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Aberta ontem (26) no Parque Ibirapuera, assustou os visitantes pela falta de obras e grandes espaço vazios.

Segundo os Curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen, é mais uma forma de levar o público a refletir sobre os atuais modelos de bienal no aqui e no mundo (com relação aos recursos para a realização dessa edição). “Devemos nos perguntar sobre o que é possível tirar do vazio. Vivemos cultura do excesso da visualidade, do som, do consumo. O que vejo é a possibilidade de algo novo, de enfrentamento”, disse Mesquita.

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Deve ser realmente muito estranho entrar num espaço vazio e “sentir o silêncio da arte”, mas como diz Mesquita “esta bienal é para um público de especialistas”.

Como não sou especialista na “arte do vazio”, não vou comentar mais nada até minha visita à Bienal.

Logo que for fazer uma visita ao evento, colocarei aqui minha opinião, não como especialista, mas como um ser comum como a maioria das pessoas que visitam o espaço. Até lá!!

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Serviço:

28ª Bienal de São Paulo
Quando: de 26 de outubro a 6 de dezembro
Horários: De terça a domingo, das 10h às 22h
Onde: Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera.

Entrada gratuita
Informações:
www.28bienalsaopaulo.org.br

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